sexta-feira, 18 de março de 2011

IBGE: 15% da Floresta Amazônica já foi derrubada

Segundo dados do IBGE o desmatamento na região Amazônica está em redução, porém com graves perdas à biodiversidade desse domínio natural.
Problemas típicos, como derrubada ilegal, agropecuária e expansão da lavoura de soja, são as principais atividades responsáveis pelo forte processo de depredação.
A sustentabilidade da floresta está comprometida com novos projetos de ocupação territorial e econômica, dentre os quais a instalçao do complexo hidrelétrico de Jirau e Belo Monte, além da ampliação da malha rodo-ferroviária para escoamento da produção de soja e minérios.
O ritmo de ocupação, se mantido, chegaremos em 2050 com  apenas 20% da cobertura florestal original, teremos perdido não só o patrimônio biológico, bem como o patrimônio cultural dos povos da floresta.
Prof. Demétrio Melo
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Apesar da redução do ritmo de desmatamento na Amazônia nos últimos cinco anos, a área total derrubada já representa 15% da floresta original. O processo acentuou-se nas últimas quatro décadas e foi concentrado nas bordas sul e leste da Amazônia Legal, o chamado Arco do Desmatamento. É o que mostrou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em sua pesquisa "Indicadores de Desenvolvimento Sustentável", referente ao ano de 2010.
Segundo o instituto, após um período de crescimento quase contínuo da taxa de desflorestamento entre 1997 e 2004, quando atingiu um pico, os valores para 2009 indicam que a área desmatada representa um terço do que foi verificado no ano de 2004. No período de 2007 a 2009, houve queda de 63% dos focos de queimadas e incêndios florestais no País, de 188.656 para 69.702, seguindo a tendência de queda nas taxas de desflorestamento da Amazônia.

O dado é importante porque a principal fonte de emissão de gases causadores do efeito estufa no País é a destruição da vegetação natural, com destaque para o desmatamento na Amazônia e as queimadas no Cerrado. A atividade representa 75% das emissões brasileiras de CO2, responsável por colocar o Brasil entre os dez maiores emissores de gases de efeito estufa.
Cerrado

A cobertura original do Cerrado foi reduzida praticamente à metade no País, de 2.038.953 quilômetros quadrados para 1.052.708 km2, com área total desmatada de 986.247 km2 (48,37%) até 2008. Somente entre 2002 e 2008 foram destruídos 85.074 km2 (4,18% do total), segundo pesquisa do IBGE.

De acordo com levantamento, os Estados que apresentaram maior área desmatada no período, em termos absolutos, foram Mato Grosso (17.598 km2), Maranhão (14.825 km2) e Tocantins (12.198 km2). As taxas de desmatamento no bioma são mais altas que as apresentadas para a Floresta Amazônica, o que implica "medidas urgentes de proteção", afirmou o IBGE.

Até 2002 houve tendência de aumento de áreas desmatadas do Sul e do Sudeste, principalmente nos Estados de Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás. Já no período de 2002 a 2008, isso ocorreu mais para o Norte e Nordeste. É a primeira vez que o IBGE usa dados do Cerrado no IDS.

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