domingo, 14 de agosto de 2011

Parabéns João Pessoa


Demétrio Costa de Melo*
Dia cinco de agosto de 1585, depois de intensas lutas e desafios os portugueses erigiram no dia de Nossa Senhora das Neves uma das mais antigas cidades brasileiras.
Em seus 426 anos de idade a cidade que hoje é conhecido como João Pessoa, em homenagem a um de seus grandes líderes histórico, que com ímpeto e distinção tentou trilhar um caminho diferente para nossa sociedade.
Nossa Cidade, capital de estado e principal economia, conta com inúmeras belezas, são cerca de 25 km de belas praias, enseadas e falésias, atraindo centenas de visitantes, fomentando a economia do entretenimento e garantindo emprego e renda para milhares de famílias.
A partir da década de 1960 a Cidade, que antes concentrava sua vida econômica as margens do rio Sanhauá tendo o Bairro do Varadouro como centro, verteu sua economia em direção a Orla, onde os bairros litorâneos deram impulso à economia imobiliária da Cidade.
Em cerca de seis décadas a população que se aproximava dos 200 mil habitantes conta agora com mais de 723 mil habitantes, um crescimento de mais de três vezes, impondo aos seus cidadãos e gestores enormes desafios em seu plano municipal, o que, aliás, não difere do contexto nacional, pauperização do campo e concentração dos investimentos nas cidades acarretou em forte êxodo rural.
Nossa bela João Pessoa, uma das mais importantes cidades do país, listada entre as cem maiores economias municipais do Brasil, apresenta inúmeros problemas, típicos dos territórios subdesenvolvidos da América Latina.
Entretanto um dos grandes desafios atuais é a mobilidade urbana, atrelada à forte expansão imobiliária, tem tirado o sossego de seus munícipes e do gestor municipal. Todos os dias os motoristas e usuários do transporte público realizam um exaustivo exercício de paciência, quem precisa deslocar-se entre os bairros de Mangabeira, Bancários, Cidade Universitária em direção a Av. Pedro II nos horários de “rush” sabe muito bem que se continuarmos incrementando o transporte individual a Cidade deixará de garantir o pleno direito de ir e vir de seus habitantes, pois há momentos em que tudo simplesmente para!
Segundo o IBGE em sinopse preliminar de 2010 cerca de 16 mil domicílios da Capital a renda era de um quarto de salário mínimo, ou seja, eram R$ 127 para prover um lar com o mínimo necessário, veja que será o mínimo mesmo, pois alimentação, transporte e aluguel juntos precisariam de três vezes esse valor (em 2010), a consequência é a expansão das áreas de aglomerados subnormais (na classificação do IBGE para o que chamamos de favela), levando milhares a indignidade e a própria sorte.
Temos que melhorar muito o desenvolvimento não só técnico-material, mas investir nas áreas sociais, em prevenção de catástrofes, fiscalizar melhor ás áreas de risco social e ambiental, ampliar a rede hospitalar da Cidade, que não atende somente o município, investir em segurança pública, em lazer, como já vem sendo feito em vários bairros da Capital a construção, recuperação e manutenção de praças.
Garantir que nossos idosos tenham condições de exercer o direito de ir e vir, afinal esse grupo demográfico já ultrapassa os 86 mil habitantes, e vemos que ainda há um forte preconceito e desrespeito com nossos avôs e avós, garantir também as futuras gerações uma Cidade ambientalmente equilibrada, educada e socialmente equânime.
Sua histórica luta primordial se faz sentir até hoje em cada um de seus cidadãos, a Você muitos e virtuosos anos de Vida...
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*Bacharel e Licenciado em Geografia pela Universidade Federal da Paraíba. Especializando em Geografia e Gestão Ambiental, Professor de Geografia da rede oficial do município de João Pessoa e professor na rede particular. Colunista do Jornal A União

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